sub-atração

em

“em mim vive um verso
nascido da semente
engolida pelo inverno

em mim mora um tempo
regado pelo vinho
arrancado do verbo do chão

em mim resta a poesia
que escorre perene
por entre as planícies da mão”

(Nel Meirelles in: “Subtração”)

************

quisera eu ser verso
semente do tempo,
vinho lambendo o chão…

quisera eu ser verbo
poesia perene
nas lonjuras de tua mão…

Mas este infinito quebrar de dentes,
esta infinita subtração
traz-me de volta à tal da eterna condição:

Inverno.

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4 comentários Adicione o seu

  1. Andressa disse:

    tb queria ser verso. não arrisco. vou na prosa pra ficar a vontade.

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  2. Andressa: prefiro as linhas retas. Mas só sei ser curva: plena de dejetos em suas voltas.
    Sou versos não por dom, mas por inaptidão.

    (Claro que Drummond e outros eleitos não podem dizer o mesmo. Sorte a dos leitores)

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  3. laura jolie disse:

    eu adorei a foto do inverno, assim como a poesia…

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