Uma morte necessária

0001h70a.jpg“troca de nome quem briga com deus
há nisso mais de um
jacó-israel e o anjo que o deixou coxo
saulo-paulo e a luz que o cegou

troca de nome quem perde ganhando
troca de nome quem renasce
troca de nome quem escreve

escrever é um contradestino
escrever desnomeia o nomeado
escrever desafia e afina o hieróglifo”
– Paula Glenadel• In Quase uma Arte. 

Era necessário que ela se republicasse; se repensasse; se consumisse. Para que, um dia, voltasse a existir.

“Sagitarianices”, ouviria de sua mente superior. Mas os ventos sopraram gostoso para outra direção, e ela seguiu para morrer afinal.
Entenda, era preciso.

Imprecisos são os sinos que escuto badalarem agora num eco inconfundível, que só se mistura aos gemidos que ouço bem aqui, debaixo da terra.
As flores me cobrem. Queria, mesmo, era o asfalto. Voltar ao impermeável da vida.
E descobrir – muda – que das cinzas: fênix.
Que do cinza: cores.

 – Os gemidos não são de dor.-

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