De sexta

escreve de novo
aquelas palavras rasgadas
regadas de versos
sem rima
sem métrica
sem lógica
-dizendo do amor que consome, e que você quer mais-
só pra eu acreditar.
manda praquele velho endereço
de postagens antigas
de idas sem vindas
com remetente de uma letra só
(a sexta, no chão do quarto, no vão das roupas, nos poros de tudo)
diz da liberdade que encontrou, do salto que deu, das aspirinas que tomou nas espirais do caminho.
fala
dos labirintos e da saudade-vã
vãos falos
ficam-se os cheiros
diz que queria ligar, mas perdeu o telefone
– eu compro tudo
e os e-mails voltavam
– eu rascunho
e as viagens não davam
– eu pago pra ver
fala de como é o caminho lá fora
os fins sem história
e a poesia, derramada em botequins
de sexta
(letra
abreviada)
como essa história, meu amor
B.
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1 comentário Adicione o seu

  1. sueli aduan disse:

    sem rima sem métrica sem lógica… (que bom) lindo poema. Andei por aqui e gostei muito.
    abs

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