lapidação pós-romântica

já me disseram uma vez: amores serão sempre amáveis. possíveis. palpáveis. só acredito no inédito-aqui-e-agora. aposto na pele, no sangue, na língua. água e sal (sem cebolas por detrás). aposto em terremotos, em mares turbulentos, em ondas de paz. vislumbro o passado e o amo com todos os seus retalhos: mantos que me revestem, dia…

Acordada

e como seria deitar-se sem se sentir parte da imensa escuridão? talvez conseguisse dormir, unindo-se mais a ela. talvez fosse melhor acordar. ou a vida tivesse mais tons vermelhos menos blues, e um acorde progressivo para acompanhar essa PORRA de melodia bucólica que toca aqui, ali e acolá… acode, moço, que o trem já se…