2011. Na lista de prioridades: afetos

em
2010, agora, é quase página virada em nossas agendas e calendários. Os compromissos que adiamos, os encontros que não tivemos, as palavras que não falamos: passado. Sequer isso: simplesmente não foi. E, mais uma vez, as lágrimas interrogadas, os abraços atravessados, os sorrisos exclamados… postergados em reticências: deixe para o próximo ano.
Não.
Desta vez tudo será diferente. Eu prometo que, no próximo ano, eu serei mais assertiva, mais generosa e… mais magra.
Eu prometo escrever mais. Sorrir mais. Amar demais.
Prometo trabalhar de menos, ficar mais rica e tirar aquelas férias para a beira do mar. E prometo não chover quando chegar lá.
Prometo não cobrar por perfeições, não exagerar nas imperfeições. Quer saber? Prometo até exterminar com minha TPM. Pronto.
E que venha um novo ano. Um novo calendário com dias em branco. Uma nova vida com champagne, por favor. E salmão.
_____________
O texto abaixo eu recebi de uma querida amiga que, como eu (e tantos outros) sente que esteve ausente nas vidas dos que realmente se importam conosco (devido ao trabalho) e que, também como eu, prometeu-se ter mais cuidado com a tal da “agenda”, dedicando, nela, um espaço reservado à gentileza.
Como sugeriu uma pessoa extremamente importante e especial na minha vida: meu Natal será completamente fora de época… e pode se estender para além de março, ouviu, Fê?

Meus queridos amigos,
Acredito na eloquência dos pequenos gestos, das palavras bem ditas, no toque, no olhar que pousa sobre o nosso olhar como quem diz “estou te vendo”. 


Acredito em presentes e mimos fora de hora, em flores inesperadas, em cartões escritos com zelo e alegria, em perguntas atenciosas, em conversas olho no olho, em bolos caseiros despachados como afagos.
Acredito em amabilidades, em cortesias, em gentilezas. Todo mundo acredita, eu sei, mas nem por isso trocamos mais gentilezas. É como se as pequenas atenções pertencessem à uma categoria menor de preocupações, como se elas fossem o último item da nossa agenda, como se para elas precisássemos de um tempo diferente ou de uma sobra no nosso tempo.
É como se pensássemos: se der tempo, eu vou ligar, eu vou fazer. No entanto, é ao contrário: é preciso cuidar para ter esse tempo de gentilezas.
Ser delicado é o exercício de incluir o outro no nosso raio de ação; é a possibilidade cotidiana de externar no nosso afeto; é liberalidade, pura e simplesmente, muito mais que generosidade, é graça. Ser gentil é um estar na vida desarmado, atento, aberto. Está na qualidade do “bom dia”, no comportamento no trânsito, no timbre da voz ao atender ao telefone, na disponibilidade para ouvir, acolher, trocar.
Não se trata de ser alegrinho, bonzinho, fofo… Trata-se de ser amável, de buscar o amável no outro, de imprimir cortesia, encantamento e prazer ao dia a dia. É um treino, uma escolha, uma atitude que se imprime e da qual se impregna porque gentilezas são na verdade transbordamentos da nossa alma.
Somos nós os principais beneficiários da nossa amabilidade.
Nossa gentileza é tão somente a nossa própria experiência interior de cuidar bem de nós mesmos, de em sendo amorosos e afáveis conosco, podermos ser com os que nos cercam.
Que neste Natal você faça e receba muitas gentilezas e que no Ano Novo você seja cada vez mais amável e generoso consigo mesmo e com a Vida para garantir e perpetuar delicadezas.
(autor desconhecido)
Bookmark and Share

Anúncios

!Inquiete-se!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s