Acorda Amor

em
a arte é inútil. o amor é inútil. ambos só servem à beleza.
(eis o sentido de sua escravidão. e liberdade)
não se sabe se quem saiu primeiro foi ela ou foi ele: olhos vidrados de tanto mar, tanta chuva os abatia. e trovões. para trás, apenas sonhos, noites eternas, desvairios e histórias ao pé do ouvido gelado antes de dormir: confissões sobre o dia em que se conheceram, romperam com o mundo, queimaram navios e pensaram em se casar na bodeguita, que Porto Rico era longe.

“Prefiro, então, partir a tempo de poder a gente se desvencilhar da gente.”
em pouco tempo eram cartas, livros devolvidos, trilhas de canções incompletas e duas vias que não se cruzavam.
“It took me nearly a year to get here. It wasn’t so hard to cross that street after all, it all depends on who’s waiting for you on the other side.”
às vezes os passos são mais lentos e a travessia parece mais longa.
– ouço passos
(ela? ele?) –

“Depois de te perder, te encontro com certeza. Talvez num tempo da delicadeza…”
queria apenas acreditar em blueberry nights, canções de chico, borboletas após tempestades e histórias ao pé do ouvido. sem desculpas. sem culpas. sem medo de amar e perceber que o ciúme é o perfume do amor. eis: todo sentimento. corpo. te dei meus olhos pra tomares conta. me conta. outra vez.

“… onde não diremos nada: nada aconteceu. Apenas seguirei como encantado ao lado teu.”

Get this widget | Track details | eSnips Social DNA
Bookmark and Share

Anúncios

!Inquiete-se!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s