durantes [e depois]

mulherfogo

já me disseram uma vez: amores serão sempre amáveis. possíveis. palpáveis. mas só acredito no inédito-aqui-e-agora.
aposto na pele, no sangue, na língua. água e sal. aposto em terremotos, em mares turbulentos, em ondas de paz.
vislumbro o passado e o amo com todos os seus retalhos: mantos que me revestem, dia e noite, do marasmo-sem-destino.

quem me olha nos olhos, acorda desatino. mas juro que também visto as alças de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida… cazuza dorme e eu acordo nos acordes do peito desta louca vida.
quem me dera ser vitrine de chico, ser maria de um joão apaixonado. ser, ainda, presente de um amor passado a limpo. escultura viva lapidada da pedra.
ser a pedra, carvão, diamante. ser tão eterna quanto este grafite que me rabisca, que me rebusca, que não redime. ser a água da tua língua-carne, da tua língua-beijo, papilas, pupilas. ou simplesmente menina.
aposto nos amores palpáveis, ainda que inconcretos, incongruentes, amores-dentes. aposto no teu cheiro aqui e agora. no espaço entre. nos vãos e nos nós.
sobretudo nós.
aposto nas bocas rasgando sorrisos, lábios doloridos, coloridos-entre-tons blue-red.
aposto nas expectativas. e, inclusive, na falta delas.
minério-lava-vida. às vezes, brisa. vento.
às vezes voo.
depois do sopro, vulcão.
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