Um salto para Maud

em

B6C

                                                  Rodney Smith

Não estamos sós. Nunca estamos.
Um sopro de vida que ora se apaga é o mesmo que reacende do outro lado da existência. O mesmo que (a)guarda mistérios, emaranhado de perguntas, entrelaçado de um sem-número de possibilidades.

Não estamos sós, tia. Nunca estamos.
E se o desapego nem sempre é fácil – porque o mergulho exige a confiança no escuro -, ficar presa no conhecido demandaria um preço alto demais.

Salta, tia. Teus olhos já abraçam o mistério e nada mais te assalta. Salta, tia, que teus braços são leves como a pluma e agora já lhe é permitido voar mais alto.
Da Vida, guarda a tua liberdade, e a Coragem que te levou aos cantos mais recônditos do planeta.

Dos olhos, já prescindes das pálpebras.
Mas guarda na tua menina, Maud, a doçura de tanta água e sal.
Adeus.

Hoje não tem a continuação da série “Aquela palavra”. Hoje, as palavras são todas para ela, minha tia Maud. E que seja sempre assim: como a leveza doce de seu sorriso.

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